
Mas por que esse ataque de nostalgia para falar de Comunicação Interna?
Primeiro, não se trata de nostalgia. Quem viveu este trabalho há trinta anos sabe como as coisas eram difíceis, então. A logística para se preparar um simples mural informativo, por exemplo, exigia prazos imensos... O Estúdio recebia o texto, diagramava e o mandava para fotocomposição. Enquanto isso, preparava as ilustrações – à base de aerógrafo, um trabalho artístico. Quando a composição chegava, era feita a montagem, enviava-se para fotolito e tirava-se uma prova, que virava o original a ser colocado no mural.
O mesmo processo valia para os informativos – os jornaizinhos... Tudo demandava mais tempo. Tudo exigia um planejamento logístico que envolvia prazos tão longos que era normal trabalhar duas pautas de informativos ao mesmo tempo para que não se perdesse o prazo de edição de dois jornais bimestrais – e, mesmo assim, os atrasos eram freqüentes...
Hoje, em plena era digital, fazer comunicação interna continua a obedecer os mesmos conceitos. As diferenças estão nos reflexos da própria sociedade. A linguagem utilizada – tão formal que parecia usar terno e gravata – deu lugar a um texto mais livre, mais solto, mais interessante...
As ferramentas permitem uma velocidade e qualidade de apresentação cada vez maiores e melhores, gerando atratividade e reconhecimento da realidade presente. Não é à toa, por exemplo, que o nosso informativo se chama Café com Leite. Faz parte de nosso dia-a-dia, tem um entregador de pedidos com a grande qualidade de ser palmeirense e de não contribuir com a poluição, já que usa uma bike...
Porque Comunicação Interna, para funcionar, tem que atingir a alma e a consciência das pessoas. Isso, as novas ferramentas, por mais eficazes que sejam, não resolvem. Nada vai funcionar se não houver conceito, conteúdo e olho no olho, disponibilidade em prestar informação e estar atento às diferentes percepções que as pessoas têm das mensagens recebidas. Porque não basta manter a porta aberta. Mais importante que isso, é manter a mente aberta, ouvir, dialogar, ter a disposição de compreender.

É do tempo de: