
quinta-feira, 28 de julho de 2011
O Segredo de Alline

quinta-feira, 21 de julho de 2011
Detalhes sobre Diagnóstico de Presença Digital

Sabem aqueles clientes que têm um insight e resolvem entrar nas Mídias Sociais da noite para o dia?
Não! Existem algumas etapas para esse processo. Vou falar aqui sobre aquelas que em minha opinião são as realmente necessárias para uma empresa entrar e agir com inteligência nas mídias sociais. Começo então falando de diagnóstico digital, e falarei na visão de uma agência.
O primeiro passo é o levantamento de informações com os gestores da empresa. Devem ser realizadas reuniões com os mesmos, onde serão levantadas as impressões deles sobre a situação atual da presença digital do cliente; também serão levantados dados e pesquisas julgadas relevantes pelos gestores para o processo.
Para o segundo passo, deve-se fazer a elaboração do briefing. Após o levantamento de informações, é imprescindível que o briefing aconteça para incorporar e registrar os elementos prestados pelos gestores. Esse briefing será destinado à aprovação da empresa e alterado conforme solicitações, para servir de linha-mestra para o projeto.
No terceiro passo fica a análise de métricas, na qual será efetuado um diagnóstico de todas as métricas, adequando-as de acordo com sua aderência e performance. Também serão identificadas métricas faltantes contra um conjunto de boas práticas de mercado.
Para finalizar, dentro da análise de métricas, deve-se realizar o benchmark de mercado. O Benchmark é o levantamento das melhores práticas e destaques nos principais sites, blogs, comunidades e veículos de informação voltados ao segmento da marca. O objetivo do benchmark é encontrar oportunidades e modelos de atendimento ainda não utilizados pela empresa, ou os executando com mais qualidade.
A cereja do bolo fica na apresentação dos resultados. Todo o processo de Diagnóstico de Presença Digital é encerrado com uma apresentação dos resultados. Feito isso, todos os envolvidos terão a oportunidade de contribuir com críticas e sugestões para ajustes no documento final de diagnóstico, que servirá de base para o Planejamento de Presença Digital.
Depois de toda essa receita, tudo pronto para o próximo passo, que é efetivamente o Planejamento Digital. Tema que abordarei no próximo post.
Estudante de Relações Públicas da Universidade Metodista de São Paulo. Ingressou na LBVA em Junho de 2011, onde, atualmente, desempenha a função de Assistente de Relações Públicas.
Cibele Silvia é editora do blog e Revista A Bordo da Comunicação, também escreve para o blog Mídia Boom e o blog Relações. Também é editora de dois livros do #InovadoresESPM: Livro colaborativo de Redes Sociais e Inovação Digital – volumes I e II. Co-organizadora dos eventos: Café com Blogueiros, ERERP 2011 e TEDxUSP.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
O Insustentável Peso do Ser

Muito se fala de algo que só citarei uma vez nesse texto, para não cair na mesma banalidade que pretendo criticar: sustentabilidade (e tudo que é ‘sustentável’, por consequência). Fala-se demais! E ainda que entendamos o conceito e apliquemos algumas das ideias encapsuladas no termo, nessa muleta apoia-se uma infinidade de programas, projetos e prêmios que forçam a barra para se adequar à tendência. E, por enquanto, falamos apenas do microcosmo corporativo, pois se estendermos o assunto ao plano pessoal, familiar, cotidiano, o emprego desse pensamento é ainda mais nebuloso e fugaz.
Minha sensação é que se tem falado pouco do oposto – sobre tudo o que não se pode mais sustentar em uma sociedade que clama caminhar no sentido da conscientização global. E tudo começa pela relação que estabelecemos uns com os outros. É irônico que em cidades como São Paulo, berço de complexos planos de responsabilidade corporativa e afins, as pessoas mal se olhem ou troquem uma palavra sequer em espaços públicos. É claro que não se pode generalizar, mas o que acontece em grande escala é um processo de cultivo do temor e desprezo pelo próximo, nas grosserias trocadas no trânsito, nos gritos em balcões das lojas, nos suspiros tensos nas filas dos bancos. A intolerância é insustentável. O ódio também.
Insustentável é o esgotamento físico e mental a que são submetidos trabalhadores do mundo todo para o farto sustento de um punhado de ricos proprietários, que figuram, cheios de si e sorridentes, na capa da Forbes ou veículo de exaltação do dinheiro que o valha. São vitoriosos, estão no topo da cadeia, a cereja do bolo de um mecanismo que depende da discriminação e da exclusão para se manter. Pior: eles aparecem como responsáveis por empreender, em seus megalomaníacos impérios, aquela tal palavrinha inominável. A empresa mais @(#*#()!#*& do mundo! Será mesmo? A ganância não tem lugar em um "mundo melhor".
Assim como não há jeito de suportar todo esse luxo, materializado em carros, aparelhos eletrônicos de grife e tantas outras tranqueiras caras para o bolso e o planeta, que alimentam a indústria do fetiche. É fácil desejar o bem e abundância para todos quando não se quer abrir mão de absolutamente nada, nenhum supérfluo, para gerar menos lixo, menos cobiça, menos produtos que, em vez de garantir conforto a todos, são feitos para alguns à custa do árduo trabalho de muitos, que nem vão usufruir disso. Para que vivamos em um mundo mais igual, não é possível que todos desfrutem ao mesmo tempo de artigos da mais alta e vazia tecnologia, ou que todo mundo viva em favelas: a gente precisa se encontrar em algum lugar no meio do caminho, e será só quando abdicarmos do que não é necessário e não se sustenta.
É cômodo aguardar que projetos de ONGs e corporações buscando lucros astronômicos deem jeito em problemas seculares, sem que precisemos mover uma palha, mudar uma vírgula em nossa maneira de conduzir a vida simples, a existência individual comum e subestimada. Sistematizar a assistência e o cuidado aos que carecem de tudo, apenas como mais um trabalho delegado a escravoides em cubículos, que entra no automático e é executado e cobrado de forma robótica, não vai tratar a raiz disso, que é o desinteresse, a falta de empatia pelas próprias causas que queremos abordar, em um louco empenho para sustentar o que não se sustenta – a indiferença.
Assim acontece também com o que é público e depende de complexos jogos políticos e decisões pouquíssimo democráticas, apesar do que se fala, para funcionar. O discurso da democracia, portanto, já está perdendo suas estribeiras. Está à mercê de interesses bastante insustentáveis a maneira como se legisla a respeito de lugares para morar, o que plantar para comer, o que comer, e formas de ir e vir – discute-se tudo menos os interesses dos mais interessados. Como sustentar, por exemplo, essa sanha por ir cada vez mais longe com automóveis, trens, aviões, foguetes, se não passeamos a pé por nosso bairro, ou se não temos maneira fácil de chegar ao trabalho, à escola, ao hospital? A dependência dessa politicagem, a falta de envolvimento com os assuntos de nossa própria comunidade, e a falta de luta por alguns direitos básicos por parte da classe mais munida de conhecimento também são difíceis de sustentar.
Não sabemos até quando essa tremenda massa insustentável será contida, e se é mais válido gastar energia para evitar um colapso ou simplesmente abrir espaço para que ele venha: quem sabe não acontecem mudanças boas. O fato é que uma revolução profunda em nosso íntimo já se mostra muito mais do que necessária, é urgente! Se não temos força para mudar a nós mesmos, quem dirá para virar o mundo de cabeça para baixo por meio do neologismo mais usado e menos usado da história. Para termos uma percepção mais cristalina de quem somos e o que queremos, temos que identificar e admitir os erros e seguir em frente, e parar de tentar sustentar, de forma orgulhosa, o que há de pior e mais mesquinho em nós.
Meu querido avô, Octávio Araújo, hoje com 85 anos, gozava de certa fama nos anos 70/80, quando sua pintura estava em alta. A TV Cultura foi lá em casa falar com ele, em 83, pois era um dos personagens de um pequeno documentário sobre pintores. A última cena, em que apareço com mais ou menos 1 ano de idade, sempre me causou impressões diferentes a cada vez que assistia à fita, ao longo da vida. O vô, com voz de locutor, narra o meu caminho até seus braços, a passos desengonçados: "Lá vem o Allan, está chegando, está chegando! Veio anunciar uma nova era! Nós, as crianças, seremos os donos do futuro!" – é assim que me lembro da fala, mais ou menos, e hoje eu a acho mais profética e frustrante do que nunca.
O que se sustenta é o que se cultiva com amor. E só. Somos donos do futuro, sim, já o somos, e o futuro já chegou, está aqui em nossas mãos, como meu avô bem previu. Mas essa geração XYZ (pouco importam os rótulos) ainda guarda a noção de que as coisas devem ser controladas, estar sob o poder de alguém, e não se trata disso. É uma visão atrasada, um ato falho de nossos pais e meu avô, que exprime o desejo de posse sobre tudo, em uma sociedade que se orienta pela hierarquia – uns que podem mais e ficam com mais mandando nos outros, que apenas repartem as migalhas. Não basta sermos donos do futuro, do passado, do presente, do mundo: temos de amá-lo. E temos que fazê-lo juntos! Em vez de possuidores do futuro, com o perdão de corrigir meu avozinho, prefiro que sejamos amigos do presente.
Allan Araújo Zaarour é jornalista, assessor de imprensa, marido apaixonado da Thaís, blogueiro, musicompositor em diferentes bandas e pede desculpas por não proporcionar uma leitura lá muito rápida para o dinamismo dos tempos modernos.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Versão 4.4

Mas, por que falar do número quatro e de seu significado? Porque comecei a escrever sobre este momento especial que estou vivendo - não apenas o de resgatar pessoas importantes que fizeram parte da minha história, mas o de ser resgatada por todas elas – e , calculando o tempo, relembrando datas, me dei conta que estou prestes a completar 44 anos.
Eis que surge o número quatro duplamente e pensei: isso deve ter um significado! De verdade, sou cética à numerologia, mas achei as explicações interessantes e sinérgicas com a Adriane 4.4. E esta nada mais é do que a soma, a totalidade, das várias experiências e das pessoas com quem dividi poucos ou muitos momentos.
Para entender quem sou hoje, usei a teoria do “SE” para indagar quem poderia ser se minhas escolhas fossem diferentes e se a vida não tivesse imposto tantas experiências alheias à minha vontade. Neste exercício, me questionei como chegaria aos 44 anos se não tivesse tido a família que tive; se não tivesse optado por deixar o interior e vir para São Paulo; se não tivesse terminado um noivado; se não tivesse entrado na LVBA; se minha mãe não tivesse morrido; se não tivesse me casado e tido a Bruna; se não tivesse perdido a Alice, minha outra filha; se não tivesse me separado; se não tivesse permanecido na agência por 20 anos...Se, se, se.
A resposta é muito simples: esse ser humano, desse outro universo, não seria a Adriane que escreve agora, que se permite reavaliar fatos, mudar de opinião e trazer de volta à sua vida pessoas que contribuíram - às vezes com alegria, às vezes com tristeza – para que se tornasse alguém flexível e com um olhar multifacetado diante dos acontecimentos. Mais do que isso, aceitar que nada é imutável ou definitivo e que o segredo de se sentir “total” é exatamente entender que nunca estaremos completamente prontos, pois somos como um mosaico que vai se formando ao longo dos anos – e só se acaba com a morte.
Comecei a refletir sobre essas questões, quando me deparei com novos desafios no trabalho e a constante presença de “novas velhas” pessoas em minha vida, no último ano: meu primo, que se afastou da família por “n” motivos; minha melhor amiga de adolescência que perdi o contato; ex-colegas da LVBA que retomaram contato; um amor dos meus 20 anos que voltou sem nunca ter ido e, por fim, o convite para participar de um grupo do Facebook formado por ex-alunos do Instituto Santa Úrsula de Ribeirão Preto, colégio em que estudei por quase uma década.
Voltando à questão do significado do número quatro, toda essa análise reafirma minha crença de que só podemos nos sentir plenos – mesmo com as infelicidades recorrentes – se SEMPRE tivermos a consciência de que há algo a ser somado ao nosso crescimento e de que é preciso ter um novo olhar, mesmo para o que já é conhecido, ou supostamente conhecido.
Hoje, às vésperas de completar 44 anos, eu me sinto assim.
Adriane Froldi é uma pessoa intensa, em todos os sentidos. Chega aos seus 44 anos com uma bagagem de vida que pode ser vista como uma lição para quem tem a chance de conviver com ela. Se a Adriane não existisse, teria que ser inventada. Se fosse inventada, não seria a Adriane que todos conhecem.