
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Itacaré ou Itacarágua: encantadora de qualquer forma

quinta-feira, 27 de outubro de 2011
O Cinema do Mundo

Como cinéfila que sou, não poderia deixar de expressar a minha tristeza pela morte do Leon Cakoff, no último dia 14, em São Paulo. Ele foi um grande realizador. Ele criou a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que é impossível de ser avaliada.
Foi por meio do contato com filmes vindos dos mais longínquos lugares que o público teve a oportunidade de conhecer produções de países desconhecidos, mas que se revelam abertamente nas salas de cinema da capital paulista. Uma sensação inacreditável poder desvendar outras culturas nas imagens e sons da telona. Cakoff possibilitou que uma janela para o mundo fosse aberta através das lentes de desconhecidos e conhecidos diretores. Foram nessas exibições que assisti às obras de Win Wenders, Nanni Moretti e Tarantino pela primeira vez e, lá também, me apaixonei pelo cinema argentino com temáticas voltadas à família e aos dramas pessoais e outros temas. Um exemplo recente do que estou falando pode ser encontrado no Segredo de Seus Olhos. O longa-metragem reúne vários gêneros, como mistério de suspense, humor, policial, drama e romance. É arrebatador. A história se passa entre o presente e o passado, tudo muito bem costurado por José Campanella – o mesmo de o Filho da Noiva.
Embora a Mostra não tenha mais o idealizador Cakoff, o seu legado deverá sobreviver. Por isso, faço um convite aos leitores deste blog para que retirem o preconceito, caso exista, e se programem para assistir produções de países que jamais teriam contato de outra forma. São mais oito dias de Mostra e ainda dá tempo. Ah, este ano vale destacar a homenagem dedicada a Elia Kazan, que terá nove filmes exibidos, entre eles “A Luz é para todos” e “Sindicato dos Ladrões”. Vale o esforço para fazer uma maratona também.
Procure seu filme no link abaixo e vá ao cinema!
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Lá em Porangaba

Há mais ou menos duas semanas, fui passar um fim de semana na casa da minha tia, que mora em Porangaba, interior de São Paulo. Antes da viagem, minha mãe já havia me adiantado que lá era bastante calmo. Aparentemente, tudo normal. Pensei: “que bom, poderei descansar”.
Fomos eu, minha mãe, minha filha e meu namorado. A viagem durou em torno de uma hora e meia. “Sem problemas, eu levo duas horas do trabalho até a minha casa”, então foi bem rápido. Chegamos à noite na cidade, minha tia já nos esperava com seu atual marido. Realmente, as ruas estavam desertas!
Sabe como é... Na primeira noite ninguém dorme, muitas novidades, conversas sobre a família, sobre a vida, e assim fomos madrugada afora. Nem minha filha dormiu. Eu ainda não conhecia meu "tio" postiço, e o mais divertido é que descobrimos que a risada dele é idêntica à do Bob Esponja! Olha, tinha horas que realmente era impossível conter o riso!
No dia seguinte, pude conhecer a cidade inteira em menos de 45 minutos: realmente bem tranquila, e o mais legal é que todo mundo se cumprimenta, homens e mulheres. Já em São Paulo, se um homem fala oi para uma mulher desconhecida, ela já se assusta... Notei que as diferenças de um lugar para outro são grandes!
Além da hospitalidade dos moradores de Porangaba e a beleza da cidade, notei que uma paz imensa reina lá, e reina mesmo. Fiquei dois dias sem conseguir dormir - um baita silêncio - e ao fundo de toda esta paz fiquei escutando o barulho das galinhas. Eu não tenho nada contra elas, mas bem que elas poderiam estar um pouquinho mais longe da janela do meu quarto...
Mesmo sem dormir, foi bastante divertido, pois estava com as pessoas que mais amo ao meu lado, curtindo tudo isso. E família para mim é tudo! Não importa o lugar onde está e sim as pessoas com quem está... Você faz o lugar. Foram dias descontraídos e com almoços bastante engraçados, com a contribuição do meu tio, e a hora de ir embora acabou sendo difícil, como sempre é. Fica aquela saudade.
Mas com essa viagem, passei a dar valor a algumas coisas que antes me incomodavam: sons de carros, motos, pessoas na rua, entre outras coisas (não galinhas!)... Isso me faz sentir que existe vida ao meu redor, e assim consigo dormir meu soninho de quatro horas por dia tranquilamente!
Mônica Assis tem 26 anos, é técnica em informática e cursa TI na faculdade. Gosta de viver a vida intensamente, ama sua família e derrete-se pela sua filha Sabrina, de 4 anos. Adora ler e é viciada em chocolate. É louca por praia e, para ela, o melhor som do mundo é o do mar
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Cordas ou flores?

Vocês já conhecem as novas cordas de salto eletrônicas? Eu não conhecia até receber um exemplar de presente do meu namorado. Confesso que foi engraçado, ao invés de flores, que aliás não seriam definitivamente o estilo dele, receber uma corda de presente.
A surpresa foi seguida por pura curiosidade. As cordas interagem com o “pulador”, querem saber o seu peso e calculam tempo, calorias gastas e velocidade. São ajustáveis à sua altura, bonitinhas e, claro, remetem à infância.
Acho que esta foi a melhor parte, me lembrar de como era divertido naquela época e muito mais simples. Hoje não vou cantar musiquinhas e nem interagir com um monte de amiguinhos na brincadeira. Exatamente, não é mais brincadeira! Agora é a neurose pela busca do corpo perfeito que nos impulsiona a sair por aí pulando corda. Os benefícios são inquestionáveis para a saúde e a diversão acaba fazendo parte do exercício, mas confesso que meu coração iria bater mais forte pelas flores. Corrigindo, meu coração bateu bem mais forte depois de pular 1 minuto de corda! Será que era esta a intenção?
A verdade é que tive que aprender a valorizar os pequenos gestos das pessoas que eu amo. Se as flores morreriam após 1 semana, as cordas serão eternas... basta trocar a bateria.
“O homem bateu em minha porta e eu abri...” quem nasceu na década de 80 sabe do que estou falando!
Luciana Braga
Filha de Suely e João, irmã da Mariana e namorada do Henrique. Já morou em BH, Aracaju e Salvador, hoje mora em São Paulo e pula corda.quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Suportando escolhas

quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Três séries de quinze – minha tortura na academia
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Hora de ser mais além daquilo que já conheceu

Sei que muita gente acha uma tremenda babaquice, mas eu sempre, sempre fui muito fã de astrologia. Essa tal mania de saber o signo de fulano é uma das tantas que eu carrego desde a pré-adolescência. Outra delas é saber de cor o aniversário de todos os membros da minha família (e não estou falando apenas de irmão, pai e mãe) e dos amigos da escola, desde a época do primário. E isso é algo que me caracteriza como uma pessoa estranha, segundo eles próprios quando escutam minha voz ao telefone com um sonoro “FELIZ ANIVERSÁRIO!” na data (certa) querida, desejando felicidades e muitos anos de vida.
Sou filha da minha mãe mesmo; cresci ouvindo-a pensar alto o aniversário de muitos e parabenizá-los em incontáveis ligações especiais que ela fazia questão de realizar. Com o adendo de que sou ainda mais apaixonada por datas, guardo tantas especiais e os aniversários são para mim, de fato, o maior significado do celebrar. Sinto que os astros e toda a energia propagada por eles naquele dia específico em que nascemos dizem muito sobre nós. Afinal, aniversários são o completar de um ciclo e a comemoração de um novo que está por vir.
E a tal astrologia que gosto tanto é mestre em avaliar os tais ciclos, além dos trânsitos astrológicos, percursos dos planetas e a influência dos astros e estrelas sobre os signos que nos regem pela passagem na Terra. Ufa! Tanta filosofia de bar para dizer que estou comemorando um aniversário. Em 31 de agosto de 2009, Melissa Rossi começava o seu ciclo como uma LVBAna, e hoje, completados dois anos e um dia, neste 1º de setembro de 2011, é hora de dizer “até breve”.
Foi um ciclo, e talvez o mais importante de todos eles. Foram nestes dois anos de LVBA que eu vivi também o auge do meu retorno de Saturno, um dos ciclos planetários mais famosos e estudados pela astrologia e que acontece pela primeira vez quando estamos próximos a completar os 29 anos – tempo este que Saturno leva para completar uma volta inteira em torno do Sol. Eu entrei aqui aos 28 anos, e foi durante o meu percurso profissional na LVBA que eu percorri a jornada mais complexa e intensa da minha vida pessoal.
Por definição, podemos compreender o retorno de Saturno como sendo aquele momento em que tomamos consciência de nossas limitações, daquilo que podemos ou não podemos fazer. Mas, como o momento dura cerca de dois ou três anos, eu ainda não tenho as minhas limitações definidas. Hoje, aos 30, continuo vivendo e descobrindo as diferentes faces e possibilidades de ser Melissa, pois, como já escrevi neste 806 sou várias em uma só e sempre terei a curiosidade de descobrir quantas mais ainda existem e poderão vir a ser; ou ainda: quantas já foram e não mais serão.
Apenas para concluir o texto, já que prefiro vírgulas a pontos finais, seja pela inquietude ou pela vontade de descobrir novos jeitos de ser e de fazer Melissa que eu optei por começar um novo ciclo noutro lugar. Mas faço isso do jeito que mais gosto: celebrando um aniversariar de dois anos de LVBA. Não é uma despedida, é uma festa!
Melissa Rossi é jornalista e muito mais. Na LVBA foi assessora de imprensa no primeiro ano e no segundo foi analista de mídias sociais. Foi também blogueira, repórter, pauteira. Foi aluna, tutora, artista e foi autora. Fez da experiência uma conquista e foi assim que percebeu: tá na hora, Melissa, de ser mais além daquilo que já conheceu.