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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Começando pelas férias

Entrei para o mundo das Relações Públicas, em 2009, quando ingressei na universidade. Sem conhecer a fundo a profissão, mas entendendo sua função de relacionamento com públicos, tinha a certeza de que estava fazendo a escolha certa. Depois de um ano e meio, já me identificava com o que estava estudando, mas minha frustração era não trabalhar na área ainda.

Participei de muitos processos seletivos até que surgiu a oportunidade de coordenar a assessoria de comunicação de uma Agência Experimental da Unesp, a Agência Propagação. O trabalho era fantástico! Coloquei meus conhecimentos em prática, estudei novas formas de comunicação e trabalhei por um pouco mais de um ano com pessoas incríveis de outros cursos da Unesp. Quando completei três meses nessa agência, entrei para a Empresa Júnior de Relações Públicas (RPjr). Comecei a trabalhar em dois mundos muito diferentes, porém com o mesmo objetivo de estimular o empreendedorismo no jovem universitário. Estive na RPjr por um ano e meio, trabalhando com meus veteranos e calouros, que me ensinaram muito.

Em outubro de 2011, assumi a Diretoria de Projetos e passei a gerenciar o Meeting 2012, um encontro entre estudantes e profissionais de relações públicas, promovido pela RPjr desde 2009. O Meeting aconteceu em abril e um dos convidados foi Flávio Schmidt. Utilizei o contato feito com ele para conhecer um pouco mais do mercado das Relações Públicas e pedi sua ajuda para a realização de um estágio de férias em uma agência de RP. Fui indicada para trabalhar por um mês com a equipe da LVBA e aqui estou!

A agência topou o programa e me recebeu nesse período, em que pude conhecer todas as suas áreas e processos e atuar um pouco em cada um. Ajudei com mídias sociais, eventos e aprendi um lado novo do relacionamento com públicos: as ações realizadas por meio de assessoria de imprensa. Consegui entender como essa estratégia é extremamente importante para a construção da imagem da empresa diante de seus diversos públicos e como a união desta ferramenta com outras de RP é capaz de transformar a comunicação e o relacionamento.

Não foi apenas o aprendizado profissional que me encantou durante esse mês, mas também a equipe unida e superatenciosa. Fui recebida de modo acolhedor por um time que compartilhou sua experiência e prática. O trabalho realizado foi de muito valor para a minha vida profissional e fiz contatos que nunca esquecerei.

Cursando o último semestre de Relações Públicas na Unesp de Bauru, minha passagem pela LVBA, sem dúvida nenhuma, mostrou quanto gosto e admiro minha futura profissão. Hoje tenho certeza que quero ser uma RP. Deixo a equipe da LVBA com um sentimento de saudade e respeito, além de estar muito satisfeita por ter vivido uma oportunidade que superou todas as minhas expectativas.

Mariana Carareto, mais uma no bando de loucos, ama sua família, adora estar com os amigos e, atualmente, é apenas uma estudante repleta de sonhos para o futuro.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A gravidez e o mundo cute cute

Estar grávida é viver emoções que só quem pode gerar uma vida é capaz de entender. Não vou aqui me detalhar nelas, pois meu post é para comentar as pegadinhas da indústria da maternidade e todos os serviços e produtos que permeiam a espera de um bebê. São itens de decoração para o quarto infantil que custam uma fortuna, produto específico para a higiene do nariz da pequena criatura, conta gotas para usar na medicação (a criança nem nasceu e já presumem que ela vai precisar se medicar, fora que muitos medicamentos já são vendidos com o medidor próprio).

Como esta é minha segunda gestação, até que me sinto mais “calejada” para escapar de algumas armadilhas que são vendidas como indispensáveis, como o kit berço, um conjunto de acessórios decorativos para proteger o bebê de não se digladiar nas grades do berço. “É um kit tão lindo! Um tema mais lindo que o outro! Que cute, cute!“, dizem,

O que ninguém fala é que o alto investimento neste kit berço talvez não seja assim tão útil. Na primeira vez que ele é retirado para lavar, além da preguiça de recolocar aquela “indispensável” saia de berço, você se dá conta que seu filho vai sobreviver sem ele e, então, toma a decisão de não recolocá-lo e ficar só com os dois rolinhos ou almofadas decorativas e está tudo certo. Um alerta, se você passou por isso, não faça a conta: um kit berço completo – duas simples almofadas = vários Reais sobrando. Se fizer vai ficar deprimida, não se preocupe, eu fiquei!

Muito bem, resisti ao kit berço desta vez, mas infelizmente não consigo escapar dos sorrisos meigos das vendedoras que tentam oportunamente te empurrar diversos itens correlatos. Sugiro aqui um desafio: experimente entrar numa farmácia com uma melancia na barriga e pedir um simples óleo de amêndoas. Você terá grande chance de ser questionada se já conhece a nova linha de hidratação para gestantes, ou se já comprou as fraldas espetaculares que a marca tal lançou. Não podiam simplesmente perguntar se eu desejo algo além do óleo de amêndoas? Por que não perguntam para a magricela que também entrou na farmácia se ela já conhece o suplemento alimentar que é a ultima novidade no mercado?

Termino o post com um conselho que pode parecer incoerente com o desabafo que fiz até aqui, mas o fato é que, se você está passando por uma gestação ou pretende passar, seja como protagonista seja coadjuvante: deslumbre-se mesmo! Curta cada possibilidade, veja todas as novidades deste universo que é mesmo encantador, mas sempre com o senso crítico que lhe fez (espero) decidir ter um filho. Ponderação! Seu filho precisará disso em você por toda a vida. Que tal começar antes de ele nascer?

Edna Lira, que é mãe de Eduardo e está à espera de Ana Laura, adora meiguices que acalantam, mas que não a iludam. 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Inquietude

Nada nos descreveria melhor. Essa busca permanente pelo novo, por fazer melhor, por fazer diferente, por buscar sempre um melhor resultado é – e sempre foi, ao longo destes 36 anos – fruto de uma inquietude permanente.

Esta inquietude é natural, está presente em cada membro desta equipe, faz parte do perfil desta empresa. É ela que nos move, por exemplo, a buscar novas soluções, como o uso de aplicativos e BeeTags para apoiar programas de RP. É ela que nos obriga a questionar, todos os dias, se não existe um processo melhor, se não existe um caminho melhor, como podemos aprimorar uma estratégia, avaliar os resultados do trabalho.

Celebramos mais um aniversário com a convicção de que mudar é a essência da vida. É assim que pensamos e agimos. Não lutamos contra as mudanças, extraímos delas o que há de melhor para auxiliar nossa eterna busca pela excelência.


Por isso que lançamos uma novo logotipo e novo padrão visual. Colorido, leve, dinâmico, transbordando inquietude... E já temos uma lista de novidades para este ano, que todos vão poder acompanhar em primeira mão aqui pelo oitozeromeia.

Por enquanto, ficamos por aqui, mas só por enquanto, porque nossa inquietude não tem hora nem lugar para aparecer e transformar tudo em um processo de permanente renovação.

É só acompanhar para ver.

Flavio Valsani é diretor executivo da LVBA Comunicação e já está maquinando outras novidades...

quinta-feira, 28 de abril de 2011

De Bruxelas uma grande notícia

Em Bruxelas, a gente come (muito) chocolate, bebe (muita) cerveja, come (muito) bem e... internacionaliza uma agência. Foi isso o que fizemos, eu e Claudia D’Amato, de 31 de março a 2 de abril, quando a LVBA passou a integrar a rede global PRGN! Essa é a grande notícia!

Em síntese: após um rigoroso processo de seleção, a LVBA foi aceita para representar o Brasil na PRGN – Public Relations Global Network, reforçando a presença da rede nos países emergentes. A LVBA, então, passa a integrar uma rede que está presente em mais de 80 mercados nos cinco continentes, com 42 agências independentes afiliadas e uma equipe de mais de 900 profissionais de comunicação e faturamento anual superior a US$ 110 milhões.

E, não por acaso, lançamos um novo logo para marcar nossos 35 anos. Deixamos de lado o nosso já tradicional preto e vermelho e agregamos muitas outras cores. Isso tudo para traduzir que ampliamos o espectro – não só de cores – mas de atividades, nos lançando mais fortemente nas novas plataformas para a gestão de relacionamento, e de atuação, tendo agora o mundo como limite. E o que é melhor nesta nova associação: continuamos independentes e com capital 100% nacional. Podemos continuar exibindo, com muito orgulho, nossos dois pés de pau brasil – planta símbolo do Brasil - no nosso jardim!

Esta notícia é boa para muita gente. Nossos clientes ganham uma agência global com condições reais de pensar globalmente e agir localmente, onde quer que seja. Ganham, também, porque nós – como profissionais – ganhamos uma rede de relacionamento, troca e diálogo que aumentará muito o nosso poder de análise e entendimento dos desafios contemporâneos. Nossa equipe ganha também com esta rede a oportunidade de interagir com profissionais de mundo todo – para intercambio e reciclagem.

E, falando em equipe, um parágrafo especial para esta grande equipe que constrói esta LVBA colorida, jovem, dinâmica e arrojada. Equipe LVBA – presente e passada - esta conquista é de vocês. A todos, o nosso muito obrigada e duas convocações: primeiro, arregaçar as mangas para dar conta das novas demandas. E, segundo, manter os braços levantados para brindar sempre e mais. Vocês merecem! Tim-tim!

Gisele Lorenzetti, sócia e diretora executiva da LVBA, estava em Bruxelas apresentando a LVBA à PRGN no mesmo dia do seu aniversário. Por isso, saiu de Bruxelas e foi comemorar seu aniversario na Corsega. E, para evitar que alguns achem que o link com a imagem da couve de Bruxelas no início do post é ironia, Gisele afirma que adora a verdura e, na Bélgica, teve diversas oportunidades de degusta-la em diversas receitas.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Sidnei Basile

Sidnei Basile, Vice Presidente da Abril, morreu nesta semana em São Paulo, grande defensor da ética, da liberdade e qualidade da imprensa. Um daqueles profissionais sobre quem listar atributos é tarefa árdua. De ético a muito bem humorado, passando pela seriedade, discernimento, bom senso e amor ao trabalho e aos colegas.

E é impossível não me lembrar do Sidnei, em 2006, quando participou de um evento de comemoração dos 30 anos da LVBA. O tema era ética - assunto do qual ele tinha pleno domínio. Não só pela teoria mas pela vivência. Por isso, fizemos questão de sua presença.

E qual não foi a surpresa quando, antes de começar a falar sobre o assunto, Sidnei, emocionado no microfone, fez uma homenagem ao fundador da LVBA, Valentim Lorenzetti . Contou ao presentes que ele tinha sido "foca" do Valentim e, já nas primeiras semanas de convivência, decidiu que, se um dia fosse chefe, seria um chefe como era o seu: respeitoso e muito humano.

E agora, me vejo diante do teclado emocionada com minhas lembranças e reflexões.

Sidnei, de fato, conseguiu fazer do respeito ao ser humano uma de suas principais características.
Pensando mais amplo, concluo que Sidnei e Valentim foram dois profissionais que deixaram marcas. Que mostraram que ser profissional é, antes de tudo, ser ético em todas as relações. É amar o que faz e, principalmente, lembrar que o dia-a-dia é feito de relações com pessoas, com seres humanos.

E ai, me pergunto: porque o mundo dá tão pouca importância a essas palavras: amor e respeito? Certamente, não é pela abundância. Talvez seja pela escassez. Não seria o momento de repensarmos, não o que queremos ser mas como queremos ser? Assim como fez o Sidnei quando definiu que o como ele deveria ser era mais importante que tudo. Afinal, qual a marca queremos deixar nesse mundo?

À família Basile a aos colegas da Abril, em nome da LVBA, deixo a nossa solidariedade. E lembro que homens como o Sidnei são eternos. Suas marcas jamais se apagarão.

Amigo Sidnei, obrigada por tudo. Pelos ensinamentos, disponibilidade, carinho e atenção. Obrigada pelo sorriso e pelo riso solto de sempre - aqueles que jamais sairão da minha lembrança.

Gisele Lorenzetti, diretora executiva da LVBA.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Um balanço da temporada de F-1


Muitos de vocês não sabem, mas nas horas vagas sou um apaixonado por F-1. Portanto, aproveito o espaço para falar um pouco sobre o tema. Com a temporada 2010 da Fórmula 1 encerrada, é hora de fazer um balanço geral. E nada melhor do que fazer isso dividido em tópicos – os mais quentes do ano, para o mundo e para os brasileiros:

1. A queda de rendimento de Felipe Massa
Muito se falou no ano sobre Felipe Massa. Infelizmente, pouco foi bom. Massa chegou a liderar o campeonato, de forma breve, na terceira corrida do ano. Mas, de lá pra cá, foi uma queda sem fim. Terminou apenas dois pontos a frente de Nico Rosberg, da Mercedes. Foi o último das três maiores equipes do ano. Protagonizou o pior momento da temporada, quando cedeu a liderança para Fernando Alonso, no GP da Alemanha. Passou boa parte do ano apagado, sem brilho e claramente frustrado.

Alguns chegaram a questionar se o desempenho de Massa não teria sido afetado após o acidente que ele sofreu no ano passado. Eu duvido. O piloto diz que o principal problema foi o aquecimento nos pneus, algo que ele teve dificuldades de adaptação. Acredito, mas não é este o principal motivo de sua performance limitada. A verdade, como já falei no ano, é que Fernando Alonso é mais piloto que Felipe Massa. Puro e simples. O asturiano tem mais braço, na média geral. E o resultado foi um resultado na tabela muito melhor de Alonso. Talvez Massa tenha sofrido um pouco mais devido aos problemas com os pneus e à falta de sorte. Mas, mesmo sem isso, ainda acredito que ele teria terminado atrás do espanhol no fim do ano. E, provavelmente, Massa percebeu ao longo da temporada que não estava conseguindo acompanhar o rival. E, claro, isso atrapalha ainda mais.

2. O jogo de equipe da Ferrari (e a suposta falta dele na Red Bull)
Alguns andam colocando a Red Bull no altar pelo fato de ter privilegiado o esporte e não ter criado jogo de equipe. Ok, concordo que a equipe austríaca é incrivelmente mais ética que a Ferrari, que fez aquele papelão mencionado acima. Porém, ela também fez um jogo de equipe, muito menos acintoso, mas com bastante força psicológica. A equipe, desde o começo do ano, deixou clara sua predileção por Sebastian Vettel. Mark Webber sempre lutou contra muitos por lá para conseguir seu espaço. Não houve um jogo de equipe claro – Webber sempre teve as mesmas condições de Vettel. Mas, ainda assim, acho que ele foi prejudicado, no fim das contas.
Em 1987, Nelson Piquet teve que brigar na Williams para superar Nigel Mansell e toda a equipe, que preferia o Leão vencedor. Webber pode não ter passado pelo mesmo sufoco, mas certamente não era o preferido do time. E, agora, com Vettel convenientemente campeão, a Red Bull levanta a bandeira de esportividade. Menos, né?

3. Michael Schumacher, a decepção
De todas as expectativas que existiam antes da temporada 2010 começar, talvez a maior de todas fosse o retorno mais esperados dos últimos anos. Michael Schumacher, o gênio, de volta à F-1, pela equipe campeã, a Mercedes. Tinha tudo para ser incrível. Passada o ano, Schumacher não só decepcionou a todos os fãs como não conseguiu sequer um lugar no pódio. Pior, muito pior. Foi derrotado pelo companheiro de equipe na maioria das corridas. Seria o peso da idade, ou o multicampeão sentiu a diferença da tecnologia dos carros 4 anos depois de parar? Não sabemos ao certo. Mas, de qualquer forma, uma coisa ficou clara: Schumacher é supervalorizado. O alemão é um dos melhores pilotos que já existiu, mas foi campeão, na maioria das vezes, com um carro bastante superior aos demais. Demérito nisso? Claro que não. Ayrton Senna fez o mesmo. Desde 1991, quando correu ao lado de Nelson Piquet, Schumacher só teve companheiros de equipe medíocres – ou que corriam por contrato. Nico Rosberg não é o melhor piloto do grid, mas é muito bom. Há muitas especulações, mas o que fica é que, para Schumacher, dar uma de gênio pede também um bom carro.

4. Bruno Senna e as equipes nanicas
A Hispania é possivelmente um dos piores carros de F-1 já construído. Proporcionalmente, claro, é mais moderno e tecnológico. Mas seus resultados são sofríveis. Qualquer um que passe pelo cockpit desse carro terá seu currículo manchado. Qualquer um, menos Bruno Senna. A imprensa, como no ano passado, caiu matando em cima do sobrinho de Ayrton. Da mesma forma foi no ano retrasado, quando ele quase parou na Brawn.
Senna pode parar na Lotus. Mas a Lotus pode parar na Renault. E a Renault é uma equipe limitada hoje.

5. A nova Fórmula 1
A F-1 vai cada vez caminhando para o oriente, para terras até então inconcebíveis para se ter uma corrida de Fórmula 1. Coreia, Malásia, Turquia, Emirados Árabes Unidos...A lista não para de crescer. A F-1 está migrando para novos rumos. As pistas, erguidas em tempo recorde com bilhões de dólares, trazem todo o conceito de modernidade. Abu Dabi era um exemplo. Sair da pista não mudava em nada, afinal todas as áreas de escape eram de cimento. O mesmo não acontece em pistas mais tradicionais, onde a famosa caixa de brita impede qualquer carro de continuar na prova.
Nesse cenário, o alemão Herrmann Tilke é a nova vedete. Ele desenhou todas – todas – as pistas modernas da categoria. Coincidência ou não, a maioria delas não possui bons pontos de ultrapassagem. Quando será que Bernie Ecclestone vai mudar de engenheiro?

6. Expectativas para 2011
Parece que a temporada este ano passou mais rápida que as demais. No ano que vem, não há muitas novidades no grid, além da mudança de pneus de volta para a Pirelli. A maioria dos pilotos será a mesma. Nos últimos cinco anos, cinco campeões diferentes: Fernando Alonso (06), Kimi Raikkonen (07), Lewis Hamilton (08), Jenson Button (09) e Sebastian Vettel (10). Quem será o campeão de 2011? Eu acho difícil termos um novo nome.

E você?

Luís Joly acompanha F-1 desde quando era pequenino, e viu Ayrton Senna na Lotus preta. De lá pra cá, torceu pelo tri de Piquet, vibrou e chorou com Senna, odiou e protegeu Barrichello, quase morreu quando Massa perdeu na última curva e adora pastel de feira. Seu blog? http://jacksenna.blogspot.com/

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Além do próprio umbigo

Mais um duelo eleitoral se aproxima. Logo após a euforia da Copa do Mundo de Futebol, passaremos a ser bombardeados por informações, vozes, rostos, pedidos, súplicas e promessas recheadas de “boas intenções”. Cuidado, porque grande parte deles virá direto do inferno!

O papel de protagonista das eleições deste ano será dividido entre duas figuras cuja simpatia, ou melhor, a ausência dela, é a principal característica em comum. Dilma Roussef, a tecnocrata braço direito do presidente Lula, entra no páreo com o respaldo daquele que é considerado um dos maiores líderes mundiais da atualidade. Já estreia no mundo da disputa político-partidária com fortes chances de sair vitoriosa, mas também com a tremenda responsabilidade de continuar o legado de Lula. Sabemos que, nem de longe, Dilma tem a alma e o conhecimento da velha raposa da política. Será uma aposta no escuro, apesar do apoio do presidente.

José Serra já é velho conhecido dos brasileiros. É mais do mesmo! De líder estudantil na juventude se transformou numa dos principais representantes da direita brasileira. Direita essa que nos anos em que Lula está no poder mostrou que nem oposição sabe fazer de forma eficiente. Fora do colégio eleitoral paulista, Serra não consegue emplacar.  No seu caso, o brasileiro não fará uma aposta no escuro. Já sabe bem o que virá pela frente.

Posições político-partidárias à parte, não custa lembrar mais uma vez que é preciso ter muito cuidado na hora de escolher quem vai ficar mais quatro anos no comando do país e dos estados. O alerta também é muito importante em relação aos que pleiteiam vagas para deputado estadual , federal e para senador.

Lembra em quem você votou na eleição passada? Pois bem, veja o que ele andou fazendo nos últimos quatro anos. Hoje, não estamos mais à mercê do que os veículos de comunicação de massa tradicionais publicam. Já se foi o tempo em que era possível antecipar um futuro político, o fim de uma era ou o começo de uma nova, como costumam fazer, movidas por interesses diversos, algumas das mais poderosas revistas brasileiras.

A velocidade de circulação de informações e o maior acesso da população a elas permite que saibamos as verdades e mentiras que antes não apareciam. Há 10 anos, um debate na TV era capaz de selar o futuro de um candidato. Hoje, felizmente, não estamos mais nas mãos dos conglomerados de comunicação.

Votar, ainda mais num país que te obriga isso (ressalto que sou contra a obrigatoriedade do voto), é uma coisa muito séria. Optar pela esquerda ou direita, ou nenhum desses dois polos, é algo que deve ser feito com muito cuidado, pensando em políticas de longo prazo, sustentáveis, inclusivas, distribuidoras de renda, e não apenas no viaduto que facilita o seu caminho para o trabalho ou no mendigo que foi tirado da sua calçada e enviado Deus sabe para onde. Eu torço para que um dia o brasileiro, principalmente a classe média, vote pensando mais na coletividade do que no próprio umbigo!

Benedito Teixeira (Benito), jornalista com diploma, ex-sindicalista e mais um desiludido com a política, incluindo os eleitores. Ao longo dos anos, tem tentado pensar além do próprio umbigo!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Muito bom estar de volta

Parece que a minha vida profissional, nos últimos anos, foi feita de ciclos, que duram de três a quatro anos. Era desta forma que eu pensava. Vamos explicar: foi assim nas últimas duas agências que passei. Em uma fiquei três anos e aí surgiu a oportunidade de ir trabalhar em uma das maiores, melhores e pioneira no setor de Relações Públicas. Pensei: “bom, já estou aqui há três anos, é uma agência menor, é hora de conhecer uma das gigantes e mais respeitadas do mercado: a LVBA. Por que não?” Senti muito frio na barriga em encarar essa mudança, tive noites que mal conseguia dormir. “Será que eu seria capaz?”, pensava. Saía de atendimentos da área industrial e de entidades de classe para um setor que, até então, era totalmente desconhecido por mim: TV por assinatura. O máximo que eu sabia era ligar e desligar o controle remoto, como uma boa meia portuga que sou.

O desafio foi lançado. Fui fazer os testes, passei e lá fui eu atender uma empresa do setor de TV por assinatura e tudo mais que envolvia este segmento. Eu nem imaginava o que poderia acontecer, mas os quatro anos em que fiquei no atendimento foram de muitas emoções. O mercado de TV por assinatura estava em uma tremenda ebulição: compra e venda de empresas e companhias de telecomunicações entrando no segmento. Além disso, meu dia a dia passou a incorporar muitas letrinhas novas: MMDS, WiMAx, VoIP, HD, Full HD, entre outras. Enfim, o que não faltou foram assunto e adrenalina para trabalhar a divulgação do cliente na mídia. E quanto mais eu estudava, mais me envolvia nesse segmento.

E lá se foram quatro anos na LVBA. Até que recebi uma proposta de uma grande e importante agência de Comunicação empresarial para atender um cliente internacional e, finalmente, usar o idioma inglês, que tanto amo falar. Pensei: “putz, lá vem o ciclo de quatro anos, um ciclo se fechando e outro para começar”. Frio na barriga, noites sem dormir e, de novo, o que faço? Vou encarar mais essa? Esse número quatro me persegue!”. E olha que não sou supersticiosa. Até aprecio um pouco a numerologia e leio horóscopo de vez em quando, mas nada que me tome mais do que cinco minutos no dia. Aliás, verdade seja dita, a vida andou bem melhor depois que deixei de ler horóscopo e fazer mapas astrais.

Saí e passei um ano e três meses fora da LVBA. Nesse período resolvi conhecer novos horizontes, novos temas, novas agências. Outras propostas surgiram e eu segui o caminho, mas graças ao Universo este ciclo foi apenas de um ano e três meses. Durante esse período passei por momentos em que pensava, mas não queria acreditar, que o mundo é cruel. Mas foram grandes experiências pessoais e profissionais que me fizeram, assim espero, amadurecer um pouco mais. Meus cabelos brancos que o digam e agora tenho de pintar o cabelo todo mês. Que trabalho!

Felizmente, este novo ciclo não durou quatro anos. A vida conspirou a favor e eu voltei para um ambiente onde somos respeitados como pessoa e como profissional, onde realmente existe Ética, trabalhamos com espírito de equipe, existe um ambiente saudável para se trabalhar, as pessoas dizem e respondem ao nosso “bom dia”, podemos dar boas risadas, além de ser uma referência de mercado, principalmente no quesito Ética. Pode parecer meio Poliana tudo isso, mas é assim que encaro e essa é a minha realidade.

Então, agora, espero multiplar os próximos quatro anos por mais quatro, mais quatro, mais quatro e, quem sabe, mais quatro porque aqui encontrei Ética, respeitos profissional e pessoal, educação, gente humana (é assim mesmo, com eufemismo, aqui eu me permito), gente profissional, liberdade para expressar o que penso, paz de espírito para trabalhar, tranquilidade ao ir dormir e ao acordar e saber que existe um meio ambiente onde posso desenvolver o meu trabalho. Não quero parecer exagerada, mas essas situações e a maneira como somos tratados contam muito no dia a dia. Estou convicta disto! Por isso, somente aqui, deixo que me chamem carinhosamente de portuga!

Será que o ciclo de quatro anos terminou? Não sei. Só sei que é muito bom estar de volta e, guardadas as devidas proporções, de estar em casa. E feliz!

Cristiane Pinheiro é jornalista, mas se apaixonou pelas demais ferramentas da Comunicação e pelas Relações Públicas, depois que entrou na LVBA ampliou, em muito, os horizontes profissional e pessoal, passou a ler e a implementar tudo sobre essa profissão no seu dia a dia. É amante da vida, da música, do bom relacionamento e “nada supersticiosa”. Só não gosta de passar embaixo de escadas, vai que dá azar. E vai continuar rezando para Nossa Senhora Aparecida quando tiver de organizar uma coletiva de imprensa. Melhor prevenir do que remediar e, assim, garantir um bom número de participantes no evento. Olha que tem dado certo!